O Centro de Convenções de Foz do Iguaçu entrou em uma nova fase. O Governo do Paraná passou a administrar diretamente o complexo, em uma mudança que antecede a definição de um modelo permanente para o espaço.
A transferência foi oficializada por uma resolução publicada no Diário Oficial do Estado e estabelece uma gestão provisória. Nesse período, diferentes secretarias estaduais dividem as responsabilidades pela estrutura e pelo funcionamento do centro.
A Secretaria do Planejamento ficará responsável pela manutenção e operação do imóvel, incluindo serviços como energia, água, conectividade, conservação e segurança. Já a Secretaria da Administração e da Previdência cuidará da parte burocrática e das autorizações para utilização dos espaços.
A agenda de eventos ficará sob responsabilidade da Secretaria do Turismo, que deverá analisar os pedidos e avaliar a viabilidade das atividades. Quando houver eventos esportivos, a Secretaria do Esporte também participará da organização.
Estrutura pode ser ampliada
A mudança de gestão está diretamente ligada ao projeto que o Paraná prepara para o futuro do complexo.
A proposta em estudo prevê a criação de um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) para viabilizar investimentos no local. O imóvel foi incorporado ao patrimônio estadual em 2025 e é avaliado inicialmente em cerca de R$ 74 milhões. A modelagem considera a possibilidade de captar aproximadamente R$ 200 milhões para modernização e expansão.
O projeto prevê uma transformação significativa da área. Atualmente, o complexo possui aproximadamente 100 mil metros quadrados de terreno e 30 mil metros quadrados de área construída.
A proposta analisada pelo Estado considera levar a estrutura para até 65 mil metros quadrados, além de criar estacionamento para cerca de 2 mil veículos e um centro de eventos com capacidade estimada em até 30 mil pessoas.
Ceconfi segue em processo de encerramento
A mudança não significa que o Centro de Convenções de Foz do Iguaçu (Ceconfi) tenha deixado de existir imediatamente.
A entidade continua em processo de liquidação, concentrando sua atuação nas questões jurídicas e contábeis relacionadas ao encerramento. A operação do espaço e a organização da agenda, entretanto, já estão sob responsabilidade do Governo do Paraná.
Com a nova configuração, as despesas relacionadas ao funcionamento do imóvel também passam a ser assumidas pelo Estado.
Uso do espaço terá regras e cobrança
A regulamentação estabelecida para a nova fase prevê que a utilização do Centro de Convenções será, em geral, mediante pagamento.
O valor deverá considerar aspectos como o tamanho da área utilizada, período do evento, público estimado e custos operacionais. A gratuidade poderá ser autorizada em situações previstas em lei e justificadas pelo interesse público.
Também foram definidos valores específicos para determinados espaços: R$ 1,5 mil para a cozinha industrial e R$ 1,5 mil para o Largo Tarobá, quando utilizados. A arrecadação será destinada ao Tesouro Estadual.
Futuro depende de novo modelo
A administração direta é considerada uma etapa de transição. O Paraná ainda trabalha na estruturação do modelo definitivo e já realizou consultas ao mercado para aperfeiçoar os documentos que deverão orientar uma futura licitação.
A proposta coloca o Centro de Convenções no centro de uma estratégia maior para fortalecer o turismo de eventos em Foz do Iguaçu, ampliando a capacidade da cidade de receber congressos, feiras e grandes encontros nacionais e internacionais.
Se o projeto de expansão avançar nos moldes atualmente estudados, o complexo poderá ganhar uma estrutura muito maior do que a existente hoje e mudar a posição de Foz na disputa por grandes eventos.
