Colômbia endurece contra o crime: novo presidente promete fim do diálogo com grupos armados

Abelardo de la Espriella assume o governo com discurso de tolerância zero contra narcotráfico, grupos armados e organizações criminosas Foto Reprodução

O novo presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, assumiu o cargo com um discurso de endurecimento no combate à criminalidade e ao narcotráfico. Em seu primeiro pronunciamento, o presidente prometeu enfrentar sem trégua os grupos armados que atuam no país.

A nova política representa uma mudança em relação à estratégia adotada pelo governo anterior, que priorizou negociações de paz com organizações armadas na tentativa de reduzir a violência.

De la Espriella afirmou que os grupos criminosos terão de escolher entre se submeter à Justiça ou enfrentar as forças de segurança do Estado. O presidente também defendeu uma atuação mais agressiva contra estruturas ligadas ao tráfico de drogas.

Pressão contra narcotráfico

Entre as prioridades anunciadas pelo novo governo está o combate às organizações responsáveis pelo tráfico de drogas e às áreas de cultivo de coca.

A estratégia prevê o fortalecimento das forças de segurança e das operações contra grupos armados que controlam territórios e participam de atividades criminosas.

O presidente também defendeu a construção de grandes complexos penitenciários para ampliar a capacidade do sistema prisional e endurecer o tratamento dado a integrantes de organizações criminosas.

Colômbia busca apoio internacional

O governo também pretende ampliar a cooperação com outros países, especialmente os Estados Unidos, no combate ao narcotráfico e ao crime organizado.

A aproximação deve envolver ações de inteligência, segurança e combate às redes internacionais responsáveis pelo tráfico de drogas.

A mudança de estratégia ocorre em um momento de preocupação com a atuação de grupos armados em diferentes regiões colombianas, onde comunidades continuam expostas à violência e à disputa territorial.

Desafio será combater o crime sem ampliar a violência

O discurso de endurecimento agrada setores que defendem uma resposta mais firme contra as organizações criminosas, mas também levanta preocupações sobre os efeitos de operações militares em áreas onde vivem comunidades civis.

O novo governo terá o desafio de recuperar o controle de territórios dominados por grupos armados sem ampliar a violência contra a população.

A promessa de combater o crime “sem trégua” coloca a segurança pública no centro do início do novo mandato e deve marcar uma mudança importante na política colombiana para enfrentar o narcotráfico e as organizações armadas.


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