O Ministério Público do Paraná divulgou nesta segunda-feira (27) detalhes da última audiência envolvendo as acusações contra o padre Genivaldo Santos, em Cascavel, no Oeste do Estado.
A 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná determinou, na semana passada, que todos os crimes atribuídos ao religioso sejam julgados em Cascavel. A decisão atende a um recurso do MPPR, que solicitou a unificação dos processos por conexão probatória.
O recurso tratava de três dos 25 crimes imputados ao réu. Em primeira instância, essas acusações não haviam sido recebidas sob o entendimento de que teriam ocorrido fora da comarca. No entanto, o Tribunal considerou que há relação entre os casos e decidiu que todos devem tramitar em Cascavel.
De acordo com a denúncia apresentada pela 15ª Promotoria de Justiça, o padre é acusado de cometer 25 crimes contra 16 vítimas, com idades entre 12 e 48 anos à época dos fatos. Entre os crimes apontados estão nove de estupro de vulnerável, dois de violação sexual mediante fraude (um tentado e um consumado), seis de importunação sexual, um de entrega de substância nociva à saúde com finalidade medicinal e sete de tráfico de drogas.
O religioso está preso preventivamente desde 29 de outubro de 2025 e segue detido no Complexo Médico Penal de Cascavel. As investigações foram conduzidas pelo Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria), no âmbito da Operação Lobo em Pele de Cordeiro.
Além da condenação, o MPPR também pede o pagamento de indenizações por danos materiais e morais às vítimas, com valores que variam entre R$ 20 mil e R$ 150 mil. A data do julgamento ainda não foi definida.
A defesa do padre afirmou que a decisão do TJPR foi “surpreendente”.
