O Porto de Paranaguá segue como a principal estrutura de escoamento das exportações do Paraná, com 42,8 milhões de toneladas embarcadas ao Exterior em 2025 — crescimento de 36% em relação a 2018, quando foram registradas 31,3 milhões de toneladas.
Além dele, os portos secos de Foz do Iguaçu e Guaíra vêm ganhando relevância nos últimos anos, superando juntos a marca de 2,1 milhões de toneladas movimentadas. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social.
Na alfândega de Foz do Iguaçu, a movimentação alcançou 2 milhões de toneladas em 2025, um aumento de 21,2% em relação a 2018, quando o volume foi de 1,66 milhão de toneladas. Já em Guaíra, foram registradas 128,5 mil toneladas no mesmo período, crescimento de 15,8% frente às 110,9 mil toneladas contabilizadas anteriormente.
O Paraguai se mantém como principal destino das exportações realizadas pela alfândega de Foz do Iguaçu, com destaque para fertilizantes, placas para pavimentação e cimento. Em Guaíra, a movimentação é concentrada em produtos como placas para revestimento, cebolas e amidos e féculas modificados — também com destino predominante ao país vizinho.
As estruturas localizadas no Oeste do Estado não atendem apenas às exportações paranaenses. Elas também desempenham papel estratégico no escoamento de mercadorias oriundas de estados como São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.
Segundo o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, o crescimento é reflexo da eficiência do sistema logístico estadual. Ele destaca que a infraestrutura rodoviária adequada é essencial para sustentar o aumento da movimentação e fortalecer a balança comercial do Paraná.
Novo porto seco em Foz do Iguaçu
Foz do Iguaçu deve receber ainda este ano um novo porto seco, com potencial para dobrar a capacidade de movimentação de cargas na tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina. O projeto também busca reduzir o fluxo de caminhões na área urbana, onde opera o terminal atual.
Em 2025, o terminal existente registrou a passagem de 215 mil caminhões e processou 5,15 milhões de toneladas de cargas. A nova estrutura, sob responsabilidade da Multilog, contará com pátio para caminhões, áreas cobertas para armazenagem, espaços de vistoria e câmaras frias, além de docas específicas para produtos que exigem controle de temperatura.
