Itaipu prevê energia ainda mais barata em 2027 e amplia investimentos em energia limpa

Em entrevista à Voz do Brasil, Enio Verri explicou que a usina tem tarifa barata e falou sobre os investimentos em outras fontes renováveis
O diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Enio Verri, afirmou que a tarifa da energia produzida pela hidrelétrica deverá ficar ainda mais barata em 2027. A declaração foi dada nesta segunda-feira (11), durante entrevista a Mariana Jungmann e Nazir Brum no programa A Voz do Brasil, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Depois da conversa, o diretor foi recebido pela presidenta da EBC, Antonia Pellegrino.

Verri lembrou que, desde o início da atual gestão, a empresa já reduziu o valor da tarifa em 30% e garantiu o congelamento dos preços até 2026.

“O presidente Lula nos cobrou, em 2023, que baixássemos o máximo possível a tarifa. Conseguimos reduzir em 30% o valor pago e congelar a tarifa”, afirmou.

Ele explicou que os governos do Brasil e Paraguai continuam negociando os novos parâmetros tarifários da usina e demonstrou otimismo em relação aos resultados desta negociação. “O que podemos afirmar à população brasileira é que a tarifa da energia produzida por Itaipu para 2027 será ainda mais barata do que a cobrada hoje”, assegurou.

O diretor ressaltou ainda o papel estratégico da usina na garantia do fornecimento ao sistema interligado nacional, especialmente como contrapeso à expansão de fontes intermitentes, como a solar e a eólica, que dependem das condições climáticas diárias.

“Se não tiver vento e não tiver sol, entra Itaipu com sua energia firme, garantindo estabilidade e segurança energética para o Brasil”, explicou.

Além da geração hidrelétrica, a companhia tem diversificado sua atuação. Durante a entrevista, Verri citou aportes financeiros em usinas solares flutuantes e para pesquisas de hidrogênio verde, biogás e combustível sustentável de aviação (SAF).

A atuação socioambiental da binacional também foi tema da conversa. Desde 2023, Itaipu desenvolve ações em 434 municípios do Paraná e do sul de Mato Grosso do Sul. As iniciativas abrangem desde a pavimentação de estradas rurais e instalação de placas solares em prédios públicos até o apoio à agricultura familiar e o fortalecimento de cooperativas de catadores de materiais recicláveis.

Sobre as perspectivas para o futuro, o diretor informou que estudos estão em andamento para ampliar a capacidade total de geração e a produtividade das unidades geradoras atuais.

“A ideia é oferecer mais energia limpa, barata e segura para a população brasileira e paraguaia, garantindo a transição energética que o mundo precisa”, concluiu.

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