Maioria em Curitiba apoia internação involuntária de dependentes químicos, aponta pesquisa

Atendimento em Curitiba a morador de rua ( Foto: Ricardo Marajó/FAS) Uma ampla maioria dos

Atendimento em Curitiba a morador de rua ( Foto: Ricardo Marajó/FAS)

Uma ampla maioria dos moradores de Curitiba é favorável à internação química involuntária de dependentes em situação de rua quando há risco grave à própria vida ou à de terceiros. É o que revela pesquisa de opinião pública realizada entre os dias 22 e 25 de janeiro de 2026 pelo Instituto Paraná Pesquisas.

De acordo com o levantamento, divulgado nesta terça-feira (27), 86% dos curitibanos se declararam favoráveis à medida nessas circunstâncias. Outros 3,1% afirmaram que a decisão depende da situação, 8,4% se posicionaram contra e 2,5%não souberam ou preferiram não opinar.

O tema ganhou destaque neste ano após a Prefeitura de Curitiba adotar um novo protocolo de internação involuntária, determinado pelo prefeito Eduardo Pimentel. A medida permite a internação sem o consentimento do dependente químico, desde que haja risco grave, avaliação médica e respaldo na legislação vigente.

A pesquisa aponta que 68,8% da população já tinha conhecimento sobre o novo protocolo municipal, enquanto 31,2%afirmaram não estar informados. O apoio à medida se mantém elevado em todos os recortes analisados: entre as mulheres, o índice favorável chega a 87,8%, e entre os homens, 83,9%. O maior apoio foi registrado entre pessoas com ensino fundamental e moradores com 60 anos ou mais, mas a aprovação também é alta entre entrevistados com ensino superior.

Além disso, 83,5% dos curitibanos acreditam que a internação involuntária pode contribuir para reduzir o número de dependentes químicos em situação de rua na capital. Apenas uma parcela menor discorda ou considera que a medida tem efeito limitado.

O levantamento também indica forte respaldo à atuação do poder público em situações extremas. Para 89,4% dos entrevistados, o Estado deve intervir para proteger a vida do próprio indivíduo e de terceiros em casos de risco grave, mesmo sem o consentimento imediato da pessoa atendida.

A pesquisa ouviu 802 moradores de Curitiba e reforça que a política adotada pela Prefeitura em 2026 conta com amplo apoio popular, especialmente diante do avanço do debate sobre saúde pública, segurança e acolhimento social na capital paranaense.

Núcleos de Cooperação Socioambiental mobilizam mais de mil participantes em...

Encerrado em maio, o 2º ciclo de encontros promoveu atividades sobre uso seguro da tecnologia para idosos, análise...

Família com seis crianças resgatada de trabalho escravo é acolhida e...

Grupo, composto por adultos e seis crianças, recebeu Registro Nacional Migratório por prazo indeterminado após...

Idoso de 70 anos é resgatado de situação análoga à escravidão no Paraná

Operação conjunta da Polícia Federal e do Ministério do Trabalho encontrou trabalhador vivendo em condições...

Com apoio da Itaipu, nova área é destinada a indígenas no Oeste do PR

Área de 107 hectares no Oeste do Paraná vai abrigar 27 famílias que hoje vivem em condições precárias às margens...

Itaipu entrega ao STF relatório sobre ações de reparação a comunidades...

Documento reúne as principais ações realizadas em 2025 e início de 2026. Medidas decorrem de

Proibição de cotas raciais em SC provoca reação judicial e pode parar na...

Além de proíbir cotas, legislação impõe sanções – ANDREIA VERDÉLIO – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL